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Categoria: Histórias

04/04 - XVII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical

A Universidade Estadual Paulista de São Paulo, SP, divulga no site www.17encontroabem.com. o encontro nacional da Associação Brasileira de Educação Musical, a ser realizado em São Paulo de 08 a11 de outubro de 2008. Em pauta o papel da educação musical, diversidade  musical e compromisso social .

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Categoria: Histórias

07/04 - Stradivarius a ser leiloado é avaliado em mais de US$ 1,5 milhão

Violino Stradivarius será o destaque de um leilão de instrumentos musicais.
Leilão será realizado no dia 4 de abril, na Christie, em Nova York.

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Categoria: Histórias

24/04 Saúde

Quem canta seus males espanta!


Quem canta seus males espanta, diz estudo!
Viena, 31 de Março de 2008

Cantar não é apenas uma das formas de expressão mais antigas do ser humano, mas também pode curar muitos males, garantem cada vez mais médicos, que recomendam a prática do canto com regularidade, embora os estudos sobre seus efeitos benéficos do canto sejam recentes.

Até pouco tempo, não existiam estudos científicos a respeito do assunto, mas resultados de pesquisas recentes confirmam inclusive que cantar deveria ser receitado pelos médicos, afirma a doutora Gertraud Berka-Schmid, psicoterapeuta e professora da Universidade de Música e Artes de Viena. A especialista critica pais e professores que tentam proibir as crianças de cantar porque não sabem, pois assim as privam de sua capacidade de personificação e o acesso à experiência do som.

"Isso faz com que a consciência da personalidade mude, reduzindo seu desenvolvimento, porque poder levantar a voz, ser ouvido, ser reconhecido e aceito é de importância vital para um ser eminentemente comunicativo como o ser humano", afirma Berka-Schmid em declarações à revista de medicina austríaca Medizin Populär.

"Cantar é a respiração estruturada", afirma a médica, explicando o efeito fisiológico da respiração abdominal - a mais profunda -, que prevalece quando se canta e que se transforma em massagem para o intestino e em alívio para o coração. Além disso, garante a doutora, essa respiração fornece ar adicional aos alvéolos pulmonares, impulsiona a circulação sanguínea e pode melhorar a concentração e a memória.

Na opinião da especialista, cantar é um ótimo remédio para os males específicos do nosso tempo, porque equilibra o sistema neurovegetativo e reforça a atividade dos nervos parassimpáticos, responsáveis pelo relaxamento do corpo.

Cantar gera harmonia psíquica e reforça o sistema imunológico, importantes frente a problemas tão freqüentes hoje, como transtornos do sono, doenças circulatórias e a síndrome de burnout - a exaustão emocional.

As conseqüências de um estímulo nervoso excessivo são típicas dos tempos atuais, afirma a especialista: as pessoas não agüentam os próprios impulsos, se isolam, se bloqueiam e paralisam ou acumulam agressividade. Por meio da voz, o ser humano é capaz de expressar seus sentimentos de tal maneira que pode se desfazer de uma série de más sensações.

Em algumas ocasiões, isso não é possível apenas falando normalmente e, por isso, o canto desempenha um papel essencial. Lembrando o ditado "quem canta, seus males espanta", não há diferenças em cantar sozinho, em dupla, em coro ou no banheiro, assim como não importa se a pessoa desafine, garante Berka-Schmid.

O corpo é o instrumento de que dispomos para nos comunicar e jogar fora a ira acumulada. A respiração varia de acordo com as emoções, pois quem está agitado, por exemplo, tende a respirar de forma diferente de quem está triste.

Fonte: Gazeta Mercantil - EFE


Autor Publicações
em 31/3/2008

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Categoria: Histórias

27/05 Weber

 
 
 

 

 


Curiosidade

Os tropeços de Carl Maria von Weber



Carl Maria von Weber (1786-1826) contemporâneo de Beethoven, contrariamente a este, foi um romântico que encontrou no classicismo a forma mais adequada de se expressar. A orquestra que utilizava em suas óperas engrandecia-se com tal riqueza de efeitos que pouco ou nada ficou a dever às das sinfonias dos grandes românticos. Na verdade, com base nessas afirmações, Weber é considerado por muitos, como o verdadeiro pai do Romantismo Musical, e "Der Freiscütz"( O Franco Atirador), foi sua primeira e bem sucedida tentativa.

no campo da ópera popular, Carl Maria von Weber trilhou um longo caminho, pleno de dificuldades de todo tipo e peripécias, antes de atingir o sucesso com suas originais criações.

Carl Maria nasceu em Eutin, Alemanha, em 1786, e para grande perplexidade de seu pai, músico itinerante, o Barão Franz Anton von Weber, o menino era frágil e doentio além de apresentar um perceptível defeito na coxa. Mas o Barão que já tinha dois filhos músicos, imaginava que Carl Maria seria certamente um novo Mozart que fascinaria as platéias com seu magnífico talento.

O Barão criara uma companhia teatral nômade, constituída pelos integrantes de sua família,que ele designou com o nome jocoso de "Von Webershen Gesellschaft"( Sociedade Weberiana). Nas suas excursões, o Barão procurava encontrar no pequeno Carl Maria algum pendor para a música, mas o menino não se interessava por essa arte, exasperando seu irmão Fritz que fôra encarregado de dar-lhe aulas. Um dia Fritz, perdeu a paciência e explodiu: "Carl você jamais será um músico de verdade!".


O DESPERTAR DE UM GÊNIO

O fracasso de Carl Maria exasperou o pai que, teimosamente, procurou modificar os projetos que tinha para o filho, fazendo-o estudar em vão desenho e pintura. Arranjou-lhe então um professor de música competente, Johann Heuschkel, cujas aulas apesar de enfadonhas, acabaram por levar Carl Maria a algum progresso, surpreendendo seu já desiludido pai.

Mas esse sucesso foi efêmero, e, em 1787, encontrando-se em Salzburg, Carl Maria cantava no coral dirigido por Michael Haydn, que percebeu no menino uma excepcional dotação para a música. Michael Haydn dispôs-se a dar aulas gratuitas ao menino e, orientado por ele, Carl Maria escreveu "Seis Fuguetos para Piano".

No ano seguinte, após uma estada em Munique e a morte de sua esposa, o Barão Franz Anton decidiu abandonar a vida errante e resolveu se aposentar. Carl Maria continuou seus estudos musicais com vários professores, apresentando seus primeiros concertos e, aos 13 anos de idade, escreveu sua primeira ópera - "A Força do Amor e do Vinho" e alguns "lieder".

Mas, julgando ter descoberto novas técnicas de reprodução mecânica, interessou-se tanto pela litografia que esqueceu até sua paixão pela música. Mesmo assim, em 1800, escreveu "A Jovem da Floresta", que teve um sucesso razoável, sendo bem recebida em Praga, Viena e São Petersburgo, o que lhe conferia uma condição de autor bem sucedido.

AS "TRAPALHADAS"DE VON WEBER

Em 1804, Weber procurou organizar a orquestra e coro de Breslau, mas teve que enfrentar a antipatia dos músicos e cantores por causa de seu título aristocrático. Por isso, o jovem músico procurava amigos que se encantavam com seu espírito vivo e as baladas sentimentais que cantava acompanhando-se à guitarra. Algumas aventuras amorosas o envolveram em escândalos e as tensões e a difícil situação em que vivia, conduziram-no a um incidente quase fatal.

Um dia seus amigos o encontraram caído no chão de sua casa, inconsciente: havia ingerido ácido nítrico, julgando que fosse vinho... Correu sério perigo de vida nos dias seguintes, mas se recuperou, só que perdeu para sempre sua bela voz. Por volta de 1807, conseguiu o cargo de intendente musical dos Duques de Karlsruhe, Silésia, onde encontrou uma orquestra disciplinada. Jovem que era, deixou-se influenciar pelo ambiente, passou a ver a música como simples diletante absorvido pela intensa vida social.

Mesmo assim, compôs várias peças, mas, em 1810, seu pai apoderou-se de uma quantia em dinheiro que o Duque Ludwig confiara a Carl Maria de modo que este foi preso por alguns dias até um inquérito estabelecer sua inocência. Mas o aristocrata determinou a expulsão definitiva de pai e filho do estado que governava.

Carl Maria von Weber voltou à vida errante de pianista e só interrompeu essa situação após tornar-se Vice-Mestre da Capela de Dresden e casar-se com a cantora Caroline Brandt. Iniciou então a fase mais importante de sua carreira, criando a ópera "Der Freischütz" (1821),que lhe garantiu o lugar na história como o lançador dos fundamentos para a criação da ópera nacional alemã.


Autor Aristides A. J. Makowich

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Categoria: Histórias

27/05 Música e Saúde

Cirurgião-pianista afirma diz que música cura gerando hormônio de crescimento

Pesquisa realizada por residente médico de Harvard desafia teorias estabelecidas.
Ironicamente, música poderia ajudar pacientes estimulando resposta de estresse.
David Dobbs Do 'New York Times' entre em contato

Para Claudius Conrad, um cirurgião de 30 anos de idade que toca piano desde os cinco, música e medicina estão entrelaçadas - desde o mundo acadêmico até o nível da destreza necessária ao banco do piano e à mesa de operações.


"Se não toco por dois dias", diz Conrad, um residente de terceiro ano em cirurgia na Escola Médica de Harvard que também possui doutorado em biologia de células-tronco e filosofia da música, "não consigo sentir as coisas tão bem quando estou em cirurgia. Minhas mãos não ficam tão suaves com o tecido. Elas não ficam tão sensíveis à reação que o tecido proporciona".


Como muitos cirurgiões, Conrad diz trabalhar melhor quando escuta música. E cita estudos, incluindo alguns de autoria própria, que mostram a ajuda da música inclusive para os pacientes - trazendo relaxamento e reduzindo pressão sanguínea, batimentos cardíacos, hormônios do estresse, dores e a necessidade de medicamentos para a dor. Considerando-se que a música cura, como isso acontece? Os caminhos fisiológicos responsáveis mantêm-se obscuros, e a busca por um mecanismo de fundamento pouco tem se movido.


Agora Conrad está tentando mudar isso. Ele publicou recentemente um artigo provocador, sugerindo que a música pode exercer a cura e efeitos sedativos parcialmente por uma paradoxal estimulação de um hormônio de crescimento geralmente associado ao estresse.

 Salto hormonal

Esse pulo nos hormônios de crescimento, diz John Morley, endocrinologista do Centro Médico da Universidade de St. Louis que não estava envolvido no estudo, "não é o que você esperaria, e não tem um significado precisamente claro". Mas ele disse que isso levantou "algumas novas e admiráveis possibilidades sobre a fisiologia da cura", e acrescentou: "E é claro que isso tem um tipo de círculo metafórico. Costumávamos falar do sistema neuroendócrino como sendo um tipo de maestro da orquestra de neurônios, conduzindo o sistema imunológico. Aqui nós temos música, estimulando esse maestro a iniciar o processo de cura".


Recentemente, Conrad concentrou-se em mecanismos específicos que possam ajudar a explicar os efeitos da música no corpo. Em artigo publicado no último mês de dezembro no periódico "Critical Care Medicine", ele e colegas revelaram um elemento inesperado na resposta fisiológica à música em pacientes aflitos: um pulo no hormônio pituitário de crescimento, que é notoriamente crucial para a cura. "É um tipo de aceleração que produz um efeito calmante", diz ele.


O estudo em si foi relativamente simples. Os pesquisadores colocaram fones de ouvido em 10 pacientes de tratamento intensivo em pós-cirúrgico, e na hora exatamente posterior à pausa nos sedativos, cinco deles foram tratados com gentis músicas de piano de Mozart, enquanto os cinco outros não ouviram nada.

Os pacientes que ouviram a música mostraram muitas reações esperadas por Conrad, com base em outros estudos: redução da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos, menor necessidade de analgésicos e uma queda de 20% em dois importantes hormônios do estresse, epinefrina e interleucina-6, ou IL-6. Entre essas reações esperadas estava a nova descoberta do estudo: um pulo de 50% no hormônio pituitário de crescimento.

O médico se prepara para operar (Foto: C.J. Gunther/NYT)  Promoção da cura

Ninguém conduzindo esses estudos havia medido o hormônio de crescimento, cuja função inclui direcionar o crescimento, responder a ameaças ao sistema imunológico e promover a cura. Conrad o incluiu porque a pesquisa ao longo dos últimos cinco anos mostrou que o hormônio de crescimento geralmente aumenta com o estresse e diminui com o relaxamento.


"Isso significa que você espera que o HC, como epinefrina e IL-6, baixariam nesse caso", diz Morley, da Universidade de St. Louis, sobre o hormônio. "Mas aqui ele aumenta. A questão é se o pulo no hormônio de crescimento efetivamente conduz o efeito sedativo, ou se é parte de alguma outra coisa que esteja acontecendo."


Conrad argumenta que o hormônio de crescimento tem de fato um efeito sedativo. Em seu artigo, ele cita um estudo de 2005 que mostra o fator de liberação do hormônio de crescimento, um mensageiro químico que essencialmente chama os hormônios para o trabalho e reduz a atividade da interleucina-6. Isso sugere, diz ele, que o próprio hormônio de crescimento poderia reduzir os níveis de interleucina-6 e epinefrina que produzem inflamação e levam a dores e aumento da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos.


Essa explicação obteve reações diversas entre os pesquisadores do estresse.
"As duas dinâmicas não são necessariamente as mesmas," diz Keith W. Kelley, um endocrinologista da Universidade de Illinois e perito em reações a inflamações. "Eu, pessoalmente, não compro o mecanismo celular específico que ele está propondo."

 "Intrigante"

Mas Kelley e outros peritos em reações ao estresse, incluindo Morley e o Dr. Bruce S. McEwen da Universidade Rockefeller em Nova York, dizem que o estudo de Conrad sugere claramente que um aumento nos hormônios de crescimento pode de alguma forma amortecer a inflamação e as reações ao estresse. "Essa é uma possibilidade realmente intrigante que merece uma olhada mais de perto," diz McEwen.


Para Conrad, a descoberta oferece um tipo de elegância científico-musical: aqui, ao que parece, pode estar um paralelo hormonal ao poder da música de simultaneamente provocar e acalmar.


Conrad diz que espera expandir seu estudo dos efeitos da música no hormônio de crescimento em pacientes do tratamento intensivo. Ele também está planejando estudos, de certa forma similares, sobre como a música afeta o desempenho de um cirurgião. G1


Iara Alagia Violinista Iara Alagia Violinista foi desenvolvido por INVENTA Design