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Categoria: Histórias

26/ 06 Bayreuth

  

Bayreuth:

  

Wagner

  

 e outros festivais

O Festspielhaus Wagner Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  O Festspielhaus Wagner  

Situada na Francônia, Baviera, a cidade-sede dos festivais Wagner tem uma longa

história de dedicação à música. Do barroco ao contemporâneo.

Bayreuth é Richard Wagner. Mas não só. A carreira musical da pitoresca cidadezinha bávara começou bem antes de o gênio operístico a eleger como sede de seu Festspielhaus. E seu presente tampouco se resume ao universo wagneriano.

A Ópera da Margravina

Pontos altos arquitetônicos não faltam em Bayreuth. A Markgräfliches Opernhaus (Casa da Ópera da Margravina), construída em 1748, conta hoje entre as grandes construções teatrais do século 18.

Ela foi até indicada pelo governo de Berlim para tornar-se Patrimônio Cultural da Unesco, na qualidade de mais belo dentre os teatros barrocos de ópera da Europa. Em estado exemplar de conservação, a casa resistiu ao tempo sem sofrer grandes danos nem reformas radicais.

Com esta pequena jóia, Guilhermina de Bayreuth pretendia fazer frente a outros centros musicais como Berlim, Dresden, Mannheim e Munique. Filha do "rei soldado" Frederico Guilherme e irmã predileta de Frederico da Prússia, o rei artista, a margravina não só se impôs como mecenas das ciências e artes, como compôs óperas e escreveu libretos, além de se dedicar à pintura.

Para a solene inauguração do teatro, o compositor Johann Adolf Hasse (1699-1783) compôs a ópera Ezio. Depois de longo esquecimento, esta obra no estilo operístico napolitano foi revivida em 1998, por ocasião do jubileu da Casa de Ópera.

Como não poderia deixar de ser...

Richard WagnerBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Richard WagnerÉ claro, o capítulo Wagner. No auge de sua carreira, ficou claro que a visão de teatro musical do autor de Tristão e Isolda em muito ultrapassava as possibilidades acústicas e cênicas das casas de espetáculos de sua época. Única solução possível: fazer construir um novo teatro, sob medida para a ópera wagneriana.

Depois de algumas desilusões, e não sem uma boa dose de adulação, Wagner conseguiu o apoio de Ludwig 2º, rei da Baviera, para seu projeto visionário. Como única exigência, o teatro deveria ser construído no Estado da Baviera.

Situado na hoje legendária Colina Verde, o Festspielhaus (Teatro do Festival) era revolucionário em sua época em diversos sentidos. Para acentuar a ilusão cênica, Wagner exigiu que a orquestra fosse situada num fosso debaixo do palco, ficando praticamente invisível para o público.

Além disso, quebrando a estrutura semicircular altamente hierárquica dos teatros tradicionais, a platéia do Festspielhaus é inteiramente frontal. Isso proporciona a cada espectador a melhor visão e audição possíveis, independente da categoria de seu ingresso.

Altos e baixos da Casa Wagner

Quatro anos após o lançamento da pedra fundamental, o Teatro Wagner foi inaugurado em 1876, com a estréia da tetralogia mitológica O Anel do Nibelungo. Com a morte do grande músico, o festival se estabeleceu como um negócio de família, com altos e baixos.

A primeira sucessora foi Cosima Wagner, viúva de Richard e filha do compositor Franz Liszt. Em 1906, o herdeiro Siegfried assumiu, seguido em 1931 por sua esposa Winifred. Ascendendo ao poder dois mais tarde, os nacional-socialistas incorporaram Bayreuth em seu discurso ideológico. Adolf Hiler tornou-se freqüentador assíduo tanto do teatro quanto da residência dos Wagner.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, e após um indispensável intervalo de desnazificação, o festival foi reaberto em 1951, agora sob a direção dos netos de Richard Wagner, Wieland e Wolfgang. Este último assumiu sozinho, após a morte do irmão, em 1966.

A vida depois do Nibelungo

Rua MaximilianstrasseBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Rua MaximilianstrasseE para além de Wagner? Há, por exemplo, o festival de música sacra Musica Bayreuth, fundado há 44 anos pelo organista Victor Lukas. Dentre os pontos altos do evento constam numerosas estréias e a execução de peças raras, como a Missa de Igor Stravinsky, a missa a cappella de Paul Hindemith, ou o Requiem do quase esquecido Günther Raphael (1903-1960). Além disso, a cidadezinha bávara deve ao Musica Bayreuth sua primeira apresentação da monumental  Missa em si menor, de Johann Sebastian Bach.

No outro extremo da escala está o Festival Jovens Artistas, o maior e mais tradicional evento do gênero dedicado à juventude na Europa. Patrocinado pela Casa Wagner, ele reúne a cada edição até 300 músicos, cantores e artistas plásticos de 30 nações, para um intercâmbio de experiências e conhecimentos. 

Com a reinauguração de sua universidade em 1976, Bayreuth também ganhou um instituto de pesquisa musicológica, sediado no Castelo de Thurnau. Nele se realizam simpósios e congressos sobre os mais diferentes aspectos do teatro musical.

 

Augusto Valente  Deutsche Welle


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08/ 07 BEETHOVEN


Curiosidade



Beethoven: Pour Élise ou Pour Thereze?



A bagatelle "Pour Élise", WoO 59, do Opus 126, de Ludwig van Beethoven (1770-1827)é, na atualidade, uma das peças mais conhecidas, divulgadas e massacradas do "Gênio de Bonn". Tanto o é, que virou prefixo das viaturas das distribuidoras de gás que saem pelas ruas
saturando a todos com a repetição insistente dos dois primeiros temas da obra. E tanto fizeram que, há alguns anos atrás, em São Paulo, houve uma forte reação contra esse meio de divulgação, gerando um abaixo-assinado
que conseguiu proibir a irradiação dessa música com aquele objetivo.

Além disso, Pour Élise tem sido usada com grande freqüência como música de espera em "secretárias eletrônicas", mas com omissão de uma das notas, o que deixa a peça "truncada" e deformada, para desespero dos
"connoisseurs". Por outro lado a peça é obrigatória no repertório das escolas de piano, pela sua estrutura e, seguramente, pela fascinação generalizada exercida pela sua melodia.


O QUE SÃO AS "BAGATELAS"?

As assim chamadas "bagatelas", termo usado pela primeira vez por François Couperin (1668-1733), são peças ligeiras e mais ou menos curtas, destinadas principalmente para piano solo, como as de Beethoven e Bartók, embora Webern tenha em seu acervo seis bagatelas, para quarteto de cordas.

Beethoven, durante toda sua vida, manteve a prática de escrever pequenas e vívidas peças para piano que ele chamou de "Kleinigkeiten", ou "Bagatelles". Costumava conservá-las numa pasta e, de tempos em tempos, (por exemplo, em 1803, e depois em 1823) revisava-as, e delas publicava uma seleção. Entretanto, em 1824, ele parece ter composto deliberadamente seis novas bagatelas, como um grupo ou conjunto, um "Ciclus von Kleinigkeiten".

Cuidadosamente contrastantes em tonalidades, tempo e
humor, elas justificam a afirmação de Beethoven ao seu editor Schott: "São as melhores peças desse tipo que já escrevi ...".


"Pour Élise" ou "Pour Thereze"?

Beethoven publicou pessoalmente a "bagatela" em la menor, WoO 59, Opus 126, a mais popular de suas criações desse gênero que é conhecida como Pour Élise, embora o título possa ter sido um erro de nome. (A sigla WoO preposta a algumas obras de Beethoven significa "Werk ohne Opuszahl", isto é, Obra sem número de Opus).

É sabido que Beethoven se apaixonou seguidamente por várias mulheres, inclusive filhas da aristocracia de seu
tempo que o rejeitaram por vários motivos, como a "falta de elegância e feiúra" do compositor. É do conhecimento geral também, que o compositor dedicou várias de suas composições musicais a algumas dessas damas, como no caso de "Pour Élise", ou "Für Elise".

Foi o biógrafo de Beethoven, Ludwig Nohl quem publicou o trabalho completo de "Pour Ëlise", ou "Für Elise" em 1867, usando uma partitura autógrafa que pertencera a Therese Malfatti, filha de um dos médicos de Beethoven. É provável que, em 1810, Beethoven tenha proposto casamento a ela, e como sempre, sido recusado.

Segundo Nohl, o autógrafo, que jamais havia sido visto anteriormente, tinha a seguinte dedicatória: "Für Elise", em 27 de abril, como uma recordação de L. van Beethoven. Entretanto, mais recentemente, nos anos vinte, Max Unger sugeriu que Nohl lera erradamente a anotação rasurada do compositor: parece mais provável que a peça tenha sido dedicada a Thereze Malfatti, isto é, "Für Thereze". Foi a relativa semelhança entre os dois nomes que, provavelmente, levou Nohl a dar o nome de "Für Elise", que acabou consagrado definitivamente como título da obra.


Autor Aristides A. J. Makowich  movimento.com


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08/07 BAYREUTH

 

 

Festival de ópera de 130 anos entra na era digital  

Márcio Damasceno
De Berlim para a BBC Brasil  
 
Wolfgang e Katharina Wagner no pôster do Festival Richard Wagner de Bayreuth
Neto de Wagner, Wolfgang comanda o festival desde 1951
Um dos mais prestigiosos festivais de ópera do mundo, o Festival Richard Wagner de Bayreuth, na Alemanha, terá neste ano recursos da era digital, com transmissão de um espetáculo em um telão e pela internet pela primeira vez em seus mais de 130 anos de história.

O festival, que começa no dia 25 de julho e vai até 28 de agosto, foi criado pelo compositor Richard Wagner em 1876 e todos os anos apresenta óperas do alemão.

Fãs de Wagner disputam as entradas para o festival, e o tempo de espera para um dos 58 mil ingressos de Bayreuth é de, no mínimo, sete anos.

Neste ano, a ópera Os Mestres Cantores de Nuremberg, a ser encenada em 27 de julho, será transmitida por um telão gigante de 90 m² na principal praça de Bayreuth, cidade no interior do Estado da Baviera, no sul da Alemanha.

O público na praça poderá acompanhar tudo sem gastar um tostão, e os organizadores esperam atrair cerca de 10 mil pessoas.

Além disso, quem se registrar previamente, pagando 49 euros (cerca de R$ 123), também poderá ver Os Mestres Cantores de Nuremberg pela internet, ao vivo e em qualquer parte do mundo.

Críticas

A estratégia de entrar na era digital pode ajudar a popularizar um festival hoje considerado elitista, ainda que o compositor Wagner sonhasse com uma festa de ópera feita para o povo.

As mudanças, entretanto, já sofrem as primeiras críticas.

"À primeira vista, (a transmissão por telões) é uma idéia fascinante. Mas não deverá trazer os ares novos esperados", ponderou Christoph Waitz, especialista em cultura do partido liberal alemão FDP.

Para ele, as expectativas dos fãs de ópera "não são idênticas às dos torcedores de futebol". "Os wagnerianos inveterados vão se horrorizar", avisou.

Segundo o porta-voz de Bayreuth, Roland Emmerich, a transmissão pela internet promete ser um divisor de águas, comparado à primeira transmissão por rádio de Tristão e Isolda, em 1931.

Mudança de direção

A inovação antecede a esperada mudança da direção do evento.

Após anos de discussões e brigas no clã dos Wagner, o neto do compositor, Wolfgang Wagner, de 88 anos, anunciou em março que esta será sua última temporada à frente do festival.

Ele disse que renunciará ao cargo, ocupado por ele em caráter vitalício desde 1951.

A sucessora deverá ser sua filha Katharina - que será a diretora da ópera Os Mestres Cantores de Nuremberg, a ser transmitida na internet.

Entretanto, o plano é que Katharina, de 30 anos, compartilhe o comando com sua meio-irmã mais velha e antiga rival, Eva Pasquier Wagner, fruto do primeiro casamento de Wolfgang.

A direção em dupla encerraria uma disputa familiar de mais de três anos.

 

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18/07 Beethoven

 

"Beethoven" revela músico

abençoado pelo talento e atormentado por demônios

da Folha Online

Quem foi Beethoven, o compositor que há mais de 150 anos ocupa posição central no altar da música clássica ocidental? Ludwig van Beethoven foi um gênio musical. E muito mais do que isso.

Divulgação
Livro narra a conturbada vida de Beethoven e desvenda sua genialidade
Biografia relata a conturbada vida de Beethoven e sua genialidade

Foi também o filho de uma família autoritária. O homem atormentado por problemas pessoais, incapaz de estabelecer relações estáveis com as mulheres. O músico que, mesmo vítima de uma surdez progressiva e incurável, recusou-se a parar de criar.

A trajetória contraditória e complexa de Beethoven, o desenvolvimento de seu gênio criativo, suas fraquezas e imperfeições, e sua luta para continuar criando após a surdez são retratados na biografia "Beethoven", da editora Objetiva, à venda na Livraria da Folha.

Extravagante, alcoólatra, amante inveterado

O leitor descobrirá que Beethoven era um homem extravagante, freqüentemente endividado e vítima do alcoolismo. Baixinho e feio, era amante de várias mulheres, a maioria delas casadas, mas nunca conseguiu manter um relacionamento duradouro em toda sua vida. Consagrado, vendia peças musicais para aristocratas antes mesmo de tê-las composto. E, apesar de brilhantemente inteligente, era incapaz de conter acessos crônicos de raiva.

A criação das principais obras de Beethoven é narrada paralelamente ao desenrolar dos fatos de sua vida. Um dos pontos altos do livro é justamente a descrição das estratégias que Beethoven desenvolveu para continuar a escrever música durante o processo de perda da audição.

Do nascimento aos últimos momentos, "Beethoven" apresenta o retrato de um homem fascinante, abençoado por um talento musical fora do comum e amaldiçoado por demônios complexos.

Sobre o autor

O livro é escrito por Edmund Morris, aclamado autor de três biografias best-sellers (incluindo "The Rise of Theodore Roosevelt", vencedora do Prêmio Pulitzer) e estudioso da vida e da obra de Beethoven há quase 50 anos.

Pianista, o autor demonstra a rara habilidade de falar sobre as complexidades da música de Beethoven sem cair em tecnicismos, conseguindo "traduzir" em palavras a grandeza da obra de Beethoven. Quem ganha é o leitor.

*

"Beethoven"
Autor: Edmund Morris
Editora: Objetiva
Páginas: 288
Quanto: R$ 39,90
Onde comprar: Nas principais livrarias e na Livraria da Folha


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Categoria: Histórias

22/07 Siegfried Wagner

 

Siegfried Wagner, o filho de Richard



Muitos compositores do período pos-romântico, apesar de terem produzido grande número de obras orquestrais e operísticas, acabaram obscurecidos pela fama de seus antecessores e esquecidos do público na primeira metade do século XX. Atualmente, vários desses compositores têm despertado o interesse dos musicólogos que vem se preocupando em resgatar suas criações.

Entre eles figura o nome de Siegfried Wagner (1869-1930) compositor e regente, filho de Wilhelm Richard Wagner. Siegfried Wagner sofreu mais com a sombra dominante de seu famoso pai do que outros compositores de seu tempo pois, além do mais, pairava sobre o nome de Richard Wagner uma profunda rejeição por parte da crítica e do público. Como diretor de festivais e regente, Siegfried Wagner ficou conhecido como o campeão da divulgação dos trabalhos do famoso pai e, pode-se dizer, sacrificou seus próprios interesses nesse afã. E nisso, afirma-se que seguiu os ditames estabelecidos por sua mãe, Cósima (Liszt) Wagner que era muito criticada por sua insistência, como guardiã do "Santo Graal" da tradição wagneriana.


UMA MENTE ABERTA E INOVADORA

Siegfried foi um homem de seu tempo, uma mente aberta a inovações no campo musical e que encontrou grande número de opositores às suas próprias idéias naquele setor. O que sobrevive de Siegfried Wagner, é sua música, mesmo porque, compôs cerca de 18 óperas - número maior que seu pai -, a maioria delas tendo sido representadas em níveis variados de sucesso durante sua vida. Nem o conteúdo musical ou os temas das óperas corresponderam às expectativa do público, em se tratando do filho de Richard Wagner.

Foi esse o estigma que Siegfried teve que enfrentar em duas frentes: uma contra os wagnerianos que acreditavam entender as obras do compositor melhor que o filho, e outra, contra os violentos oponentes da música de Richard Wagner que insistiam em ver em Siegfried, a réplica do pai, como o "Wagner mais novo". De fato, Siegfried Wagner tinha predileção por personalidades artísticas que não aderiram ao nacionalismo germânico representado pelos Festivais de Bayreuth e por Houston Stewart Chamberlain, o genro de Cósima (Liszt) Wagner.


OBRAS DE AFINIDADE COM OSCAR WILDE E BERTOLD BRECHT

Temas explosivos das obras teatrais de Siegfried Wagner se ocultavam em títulos inócuos como Sonnenflamen (Chamas Solares), e Das Flüchlein das jeder mitbekam, (A praguinha que todos herdam), obras essas que demonstram uma afinidade intelectual com Oscar Wilde, Stefan George e mesmo Bertold Brecht.

Parte de sua produção musical foi praticamente destruída, pela própria família após sua morte em 1930. E Siegfried Wagner é hoje mais lembrado pelas representações das obras de seu pai em Bayreuth em que produziu novos estilos de encenação. Nesse afã foi seguido por seus filhos Wieland e Wolfgang em termos de produções modernas, simbolistas, com cenários despojados, movimento cênico reduzido, forte caracterização e iluminação enfática, fatores passíveis de interpretações políticas.


Autor Aristides A. J. Makowich movimento.com


Iara Alagia Violinista Iara Alagia Violinista foi desenvolvido por INVENTA Design