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Categoria: Histórias

27/ 07 Estereótipos

Curiosidade

O estereótipo de cada musicista



Recebemos esta listagem de estereótipos de musicistas.

Claro que é uma grande brincadeira, mas é muito engraçada.


Maestro - Sujeito magro, porte austero. Veste-se muito bem, adoraria usar roupas mais confortáveis, mas a imagem não permite. Oculos é obrigatório. Careca (ou quase). Um cara normalmente chato, aquele que só é convidado para o "choppinho de depois do concerto" por obrigação. Olha a todos de cima, mas adoraria ser popular. Suas piadas não têm graça nenhuma, mas todos riem. Em suma, é o idolo do violinista, mas, no fundo
no fundo, admira o trompetista. Carro preto ou prateado do ano.

Oboísta - Todo oboísta queria ser maestro, mas a timidez o impede. Sempre muito reservado, necessita ter tudo sob controle. Perfeccionista por natureza.
Dedos finos e cabelo sempre bem alinhado. Fica sempre meia hora depois do ensaio, limpando o instrumento. Vai à manicure, mas é segredo! Seu momento de glória é dar o Lá para afinar a orquestra.

Violinista - Alto, sempre com um pinta de importante. Adoraria ser maestro, mas acha uma posição muito inferior ao seu talento. Considera-se o mais importante da orquestra e tudo que diz reforça essa tese. Antes do ensaio, toca sempre partes do concerto de Brahms, para impressionar os outros violinistas. Quando o maestro chama a atenção de outro naipe, o violinista sempre dá um sorriso sarcástico, quase
imperceptível. Sai de cada ensaio com o orgulho de "dever cumprido" e vai para casa - um apartamento minúsculo -, onde uma foto da mãe está acima do espelho gigante na sala.

Violoncelista - É um cara legal. Um amigo para toda hora, mas muito fofoqueiro. Sabe da vida de todos da orquestra. Adora tocar solos de violino nos harmonicos só para irritar os violinistas. Loiro, o cellista é mais charmoso do que bonito. Acha-se um
privilegiado por não ter que levantar no final do concerto e é vaidoso.

Violista - É o coitado da orquestra. Introvertido, olhar triste. O maestro nunca lhe
chama a atenção: afinal a parte a viola não tem importância mesmo. Começou na música com sonhos ambiciosos de ser um violinista de sucesso, mas por falta de talento ou estudo trocou para a viola e, desde então, é um frustrado. Juntamente com o pianista
acompanhador, é um suicida em potencial, mas sem coragem para o ato. Carrega sempre o estojo surrado com a viola e sempre responde com um sorriso amarelo a pergunta "você toca violino?". Um segredo: todo violista tem um bom coração, mas ninguém percebe.

Contrabaixista - Baixinho e temperamental. Escolheu o contrabaixo para "impor respeito", mas o tiro saiu pela culatra. Estuda somente nos ensaios, a não ser que tenha que tocar uma peça barroca, onde é o único a tocar o baixo. Acha-se importante por sustentar toda a orquestra, mas na verdade sabe que ninguém o ouve. Sempre com camisa branca e cabelo curto. Toca baixo elétrico secretamente.

Violonista - O melhor amigo de todo mundo. Companhia perfeita para o choppinho da tarde. Rabo de cavalo e óculos escuros são pré-requisitos. Relaxado e "eclético", mas odeia ser chamado de guitarrista. Tem vários amigos e várias namoradas. Jura que toca
um instrumento clássico, mas não hesita em aceitar fazer "cachê" em barzinho de bossa nova. Passat velho ou bicicleta.

Pianista acompanhador - Olhar cabisbaixo, terno preto e surrado. Cabelos castanhos e despenteados. Carrega sempre uma pastinha com partituras. Odeia cantores, afinal "Não sabem contar". Autoestima em baixa, é um suicida em potencial. Jura que nunca mais
vai aceitar tocar "em cima da hora", mas sempre aceita uma emergência. Vive com a esperança de que alguém finalmente reconheça seu trabalho duro - o que nunca
acontece.

Pianista solista - Cabelo preto e curto. Sempre ocupado porque precisa "estudar". Nunca vai a festas, e, quando aparece, vem sozinho e sai mais cedo. Quando olhamos em seus olhos, nunca sabemos o que está se passando pela sua cabeça. Tem um papo agradável, mas é um alienado em relação a assuntos extra-musicais. Adora comparar gravações de outros pianistas. Tem sempre uma ou duas cantoras apaixonadas por ele, mas está sempre muito ocupado para relacionamentos. Admirado pelos violinistas, acha tocar música de câmara uma perda de tempo.

Organista - Cabelos completamente desalinhados, barba por fazer. Sempre correndo de um lado a outro carragando dezenas de partituras fora de ordem. Vive num mundo à parte. Óculos somente para leitura. Roupas amassadas e surradas. Um desavisado diria que é um professor de química ou um gênio incompreendido. Odeia pianistas. Solitário, mas fala pelos cotovelos, quando o assunto é dedilhado ou afinação da Renascenca.
"Deus é Buxtehude, Bach já foi prostituído pelos pianistas."

Harpista - Mulher, magra, e bem branca, com cabelos desalinhados. Muito tímida, nunca é vista entrando ou saindo dos ensaios, mas está sempre lá. Usa sempre vestidos compridos e meio "fora de moda", mas tem um sorriso simpático. Seu carro tem vários
adesivos com harpas por todo lado. Adora chat rooms. Ninguém conhece seu namorado, mas ele está sempre por perto para colocar a harpa no carro depois do concerto.

Trombonista - Cabelo castanho e um pouco acima do peso. Sempre com uma piada na ponta da língua, o trombonista adora churrasco e a companhia de amigos. Adora Mahler, acha Beethoven meio devagar e morre de medo do Bolero de Ravel. Tem pelo menos um cachorro
em casa e sempre que pode coloca um glissando só pra "dar um toque especial".

Trompetista - Adora sair para tomar cerveja com os amigos. Chega sempre atrasado no ensaio, mas nunca ninguém percebe. Os churrascos são sempre na sua casa. Se o maestro não está presente, fica sempre tocando a nota mais aguda possível para se mostrar. Tem os lábios rachados e usa isso para paquerar. Está sempre andando pelos bastidores fazendo "prrrrrrrrrft" com seu bocal.

Soprano - Gorda e metida não são adjetivos educados para se caracterizar uma soprano. Elas são avantajadas fisicamente e temperamentais. Têm que ser o centro das atenções - no palco e fora do palco. São invejadas pelas contraltos e adoram isso. São amantes
excelentes, péssimas esposas. Se vestem com roupas chamativas, adoram chapéus. Preferem champagne ao vinho e não sabem ler partitura: afinal aprendem tudo com o "ouvido maravilhosos que Deus lhe deu". Andam sempre acompanhadas de seu pianista-acompanhador preferido, que chamam de "maestro".

Tenor - Bem apessoado, jovem, bonito, charmoso e gay. Anda sempre com roupas modernas e na moda. Tem várias amigas e quer sempre "viver o momento". Tenta sempre parecer alegre e de bem com a vida, mas, se está de mau humor, faz questão de anunciar para todo mundo. Não toma sorvete, porque tem que "preservar a voz", mas fala sempre alto para ser ouvido do outro lado do bar. Malha regularmente, vai ao cabeleireiro e
flerta com quem passar na frente.

Contralto - Morena e muito alta. Não é muito bonita, mas se veste bem. Não gosta de sopranos, mas sua "melhor amiga" é uma. Gosta muito de flores e usa um perfume forte, mas agradável. Meio desajeitada quando anda. Odeia saladas, mas está sempre cuidando
do peso.

Baixo - Alto, cabelo preto e parrudo. Ninguém sabe o que está se passando na cabeça de um baixo - se é que alguma coisa existe atrás daquele olhar perdido. Meio devagar, para falar a verdade. Quer sempre ajudar o próximo, mesmo que isso atrapalhe sua vida pessoal. Suas meias nunca combinam, mas adora fazer papel de "vilão bem vestido" nas óperas. Come de boca aberta.

Fagotista - Magro, cabelo encaracolado. É o típico sujeito normal. Curioso por natureza. Sempre simpático e atencioso. Também é muito misterioso: nunca ninguém foi à casa de um fagotista. Somente os outros sopros sabe o nome dele. Dedos longos e
mãos finas. Lembra Sherlock Holmes no jeito de andar.

Tubista - Sujeito acima do peso, loiro e com cabelo encaracolado. Pele oleosa e bochechas vermelhas, sua feito um porco quando toca. Ri de tudo, mas raramente entende uma piada. Gosta de comer bastante e não tem namorada.

Flautista - É o violinista das madeiras, mas não tão metido. É perfeccionista, mas sabe que o mundo não é perfeito. Adora Debussy e fica horas ouvindo suas proprias gravações. Enxerido, dá palpite até no dedilhado do trompista. Vive num mundo à parte
e cuida da flauta como se fosse sua filha. É o único que não acha o som do piccolo irritante.

Clarinetista - É um cara engracado. Veste-se bem, mas não é vaidoso. Pode ser loiro ou moreno. Toca com as sobrancelhas e é mais esperto do que inteligente. Adora ficar chupando a palheta enquanto não toca, mas, se desafina, joga a palheta fora. Não
agüenta mais tocar o início da Rapsody in Blue para os outros músicos atrás do palco.

Percussionista - Magro com bracos longos, o percurssionista se gaba de tocar "mais de 20 instrumentos diferentes" e "tirar música de qualquer lugar", mas, por alguma razão incompreensível, sempre entra na hora errada - "culpa da orquestra que está arrastando o tempo" ele diz. Toca bateria numa banda de garagem escondido e acha o Bolero de Ravel um saco, mas sempre fica nervoso antes de apresentá-lo. Nos ensaios é sempre o primeiro a ir para casa e nos concertos sempre o último e ainda fica resmungando por
ter que "desmontar" o "equipamento". Um cara legal que acha qualquer sinfonia clássica "cachê fácil" e jura que existe uma técnica especial de se tocar triângulo.

Trompista - Um cara discreto. Não fala muito. Tem trauma de falhar notas, por isso está sempre desmontando o instrumento para tirar a "água" durante o concerto. A parte do palco em volta da sua cadeira está sempre molhada. É sempre o último a afinar o
instrumento antes do maestro entrar e, de vez em quando, ainda toca um "Fazinho" durante os aplausos só para conferir. Está sempre olhando para o fagotista para saber a hora certa de entrar: afinal não consegue contar mais de 20 compassos em branco. Nunca reclama quando lhe chamam a atenção, mas é quase certo que faz gestos obcenos com a mão que está escondida no instrumento. Tem pesadelos antes de apresentações com
o concerto para piano de Tchaikowsky.



Autor Bernardo Scarambone  movimento.com


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Categoria: Histórias

06/08 Karajan

  

Karajan:

  

os 100 anos

  

 de um regente controverso

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O maestro durante ensaio em 1966 Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  O maestro durante ensaio em 1966  

A indústria fonográfica

celebra o centenário do regente

como se ele ainda estivesse vivo.

 Amado e odiado ao extremo,

o austríaco Herbert von Karajan

corporificou à perfeição

 a figura do maestro onipotente.

"Ele tem o poder de vida e morte sobre as vozes dos instrumentos; alguém há muito silencioso falará novamente, sob o seu comando. O aplauso que recebe é a antiga saudação ao vencedor, e a dimensão de sua vitória é medida por seu volume. Fora isto, nada conta; tudo o que a vida de outros homens contém é transformado para ele em vitória ou derrota."

Esta citação, do livro do filósofo Elias Canetti Massa e poder, descreve a figura do regente como corporificação do poder, "o ditador na esfera estética". E - pelo menos este é o consenso entre seus detratores - a definição parece aplicar-se como uma luva a Herbert von Karajan.

Obedecer sem perguntar

Autoritário, exibicionista, tirânico, ou músico genial? Quase 20 anos após sua morte, o regente austríaco desperta debates acalorados.

Por falar em tirania: inquirido sobre por que preferia reger a Filarmônica de Berlim à de Viena, Karajan respondeu: "Se digo aos berlinenses que dêem um passo à frente, eles dão. Se digo aos vienenses para darem um passo à frente, eles dão. Mas aí perguntam por quê."

A capital alemã agradece: em comemoração póstuma dos 90 anos do músico, a rua Matthäikirchstrasse teve seu nome mudado em 1998. Desde então, o endereço da sala de concertos da Filarmônica de Berlim eterniza aquele que por mais tempo foi seu maestro titular: Herbert von Karajan Strasse 1.

Filiação vantajosa

Heribert Ritter von Karajan nasceu em uma família da alta burguesia de Salzburgo, a 5 de abril de 1908. Menino prodígio, aos 9 anos dava seu primeiro concerto como pianista, no renomado Mozarteum. Em 1929, mal saído do conservatório, já regia a Salomé de Richard Strauss na Festspielhaus da cidade.

Sua já meteórica carreira ganhou um impulso extra em 1935, com o ingresso no Partido Nacional-Socialista (NSDAP). Nesse mesmo ano, foi nomeado generalmusikdirektor - o mais jovem da Alemanha - da cidade de Aachen e fez turnês por diversas capitais européias. Enquanto outros astros do pódio orquestral, como Bruno Walter e Arturo Toscanini, abandonavam a Europa fascista, Karajan se beneficiava com a associação ao regime nazista.

Três anos mais tarde, regia a Filarmônica de Berlim pela primeira vez e fechava contrato com a companhia fonográfica Deutsche Grammophon, a que permaneceu fiel por quase toda a longa carreira. Sua primeira gravação foi a abertura de A flauta mágica, de Mozart, à frente da Staatskapelle Berlin.

Apesar de haver desagradado pessoalmente a Adolf Hitler com uma récita desastrosa de Os mestres cantores de Nurembergue, de Wagner, o favoritismo de Hermann Göring - então primeiro-ministro da Prússia e superintendente da Ópera Nacional de Berlim - o manteve em posição privilegiada. O perfeccionismo, a determinação e o rigor, a aura de gênio e até mesmo a aparência de viril galã do jovem Karajan vinham ao pleno encontro da ideologia nazista.

Continue lendo: desnazificação e glória. Deutsche Welle

 

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12/ 08 Bossa Nova

  

Chega de saudade:

mídia alemã celebra

50 anos de Bossa Nova

João Gilberto popularizou o violão através da Bossa Nova Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  João Gilberto popularizou o violão através da Bossa Nova  

O lançamento do compacto

com "Chega de Saudade" e "Bim Bom",

cantadas por João Gilberto,

 em agosto de 1958,

 marcou o nascimento da Bossa Nova.

Cinqüenta anos depois,

 ela continua tão bonita que dói,

afirma a mídia alemã

Uma das lendas em torno do nascimento da Bossa Nova, relatada pelo jornalista Ruy Castro em seu livro-documentário Chega de Saudade, conta a reação do gerente de vendas da então maior loja de discos do país ao ouvir o compacto de João Gilberto e Tom Jobim, lançado pela gravadora Odeon, em agosto de 1958:

"Esta é a m... que o Rio nos manda", afirmou o gerente, "Por que gravam cantores resfriados?", acresceu. Pouco tempo depois, a opinião do gerente mudaria, e o compacto gravado por João Gilberto e Tom Jobim mudou o jeito de cantar do final dos anos 50.

Cinqüenta anos mais tarde, a mídia alemã lembra carinhosamente do aniversário da mistura de samba e jazz, cujo surgimento considera sintoma da boa época conjuntural.

"A cançãozinha de Ipanema"

Tom Jobim é outro pai da Bossa NovaBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Tom Jobim é outro pai da Bossa NovaO semanário alemão Die Zeit lembrou que antes do lançamento do compacto de 1958, ao qual se atribui a origem da Bossa Nova, João Gilberto já gravara com Elizeth Cardoso peças do novo ritmo, entre elas, Chega de Saudade. Desta forma, o LP de Elizeth Canção do Amor Demais poderia ser considerado o primeiro disco gravado em Bossa Nova, afirmou o Die Zeit, que também apontou a importância do filme Orfeu Negro (1959) na divulgação da Bossa Nova.

Um aspecto interessante citado pelo semanário trata das diversas reedições que o ritmo vivenciou, desde que surgiu há 50 anos, sob o signo do otimismo, do progresso econômico e da vitória da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo da Suécia.

"Desde então, a Bossa Nova ficou. Alguma coisa deve haver neste samba de tropeço cantado em câmara lenta, nesta serenata de colcha de cetim com ritmo nos quadris. Ela soa como luxo e relaxamento e combina com tempos de boa conjuntura. Está mais do que na hora de celebrar o 50º aniversário da Bossa Nova - antes que a recessão chegue" comentou o Die Zeit.

"Ipanema para todos!"

Astrud Gilberto só perde para o Beatles, diz mídiaBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Astrud Gilberto só perde para o Beatles, diz mídiaAtravés da canção popular alemã Schuld war nur der Bossa Nova (A culpa foi toda da Bossa Nova), cantada pela artista alemã Manuela em 1963, a edição online da revista Der Spiegel exemplificou a enorme divulgação internacional que o ritmo teve, chegando à Alemanha no início dos anos de 1960. Passagens do livro de Ruy Castro, escrito em 1990 e editado em alemão em 2001, também foram mencionadas pela edição online da mais importante revista alemã.

Citando Ruy Castro, a Der Spiegel sublinhou que o compacto de João Gilberto e Tom Jobim, que depois se tornou um LP, promoveu uma verdadeira revolução musical no Brasil de então. Nenhum outro disco brasileiro inspirou tanta gente a cantar, a compor ou a querer tocar violão, comentou o magazine.

A Der Spiegel lembrou também que o sucesso de grupos como Nouvelle Vague ou do ritmo conhecido por Brasilectro são exemplos recentes da atualidade da Bossa Nova no cenário internacional. Entre os brasileiros, está o novo álbum de Milton Nascimento Novas Bossas, gravado com o Trio Jobim.

"A culpa foi toda da Bossa Nova"

Carla Bruni é herdeira do ritmoBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Carla Bruni é herdeira do ritmoO jornal Die Welt colocou a importância de Chega de Saudade para o surgimento da Bossa Nova no mesmo nível da importância que canções como Rock Around the Clock, de Bill Haley, e Anarchy in the UK, do grupo Sex Pistols, tiveram para o rock'n roll e o punk, respectivamente. O jornal também lembrou que Garota de Ipanema, composta por Tom Jobim, tornou-se uma das canções populares mais tocadas do mundo. Talvez só Yesterday dos Beatles seja mais conhecida, disse o diário.

O Die Welt comentou que o desgaste da Bossa Nova vivenciou em seu país de origem não se repetiu lá fora. Enquanto o ritmo do tempo da ditadura estaria fora de moda no Brasil, nos anos 80, por exemplo, a cantora Sade alcançou grande sucesso com sua Bossa-Pop.

A curta ascensão da New Economy, no final dos anos de 1990, também aconteceu sob o som de Bossa Nova, que invadiu lounges e bares de happy hour. "Até mesmo a música da primeira-dama francesa é herdeira do ritmo. O que Carla Bruni faz - sussurrar lascivamente acompanhando um violão - foi culpa toda da Bossa Nova", comentou o Die Welt. (ca) Deutsche Welle


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15/08 Paul Potts

  

Tenor inglês encanta

 público alemão

na abertura da Bundesliga

Paul Potts ficou conhecido na Alemanha pela propaganda da Deutsche Telekom Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Paul Potts ficou conhecido na Alemanha pela propaganda da Deutsche Telekom  

Cantor de carreira meteórica,

Paul Potts destacou-se em

um programa de calouros inglês.

Seu sucesso estrondoso chegou

também à Alemanha.

O tenor fará uma apresentação

 no jogo inicial da temporada 2008

 da Bundesliga

"Eu estou sempre à espera de que alguém venha, me cutuque e diga: 'Acorda, Paul, está na hora de ir para o trabalho, você vai chegar atrasado de novo'. Eu me sinto como em uma montanha russa, numa viagem rumo ao desconhecido, que põe à prova os meus nervos. Mas não quero descer de jeito nenhum."

Paul Potts não tem mesmo razão para querer descer. Filho de uma operadora de caixa de supermercado e de um motorista de ônibus, o britânico de 37 anos ficou conhecido ao vencer em 2007 o casting show inglês Britain's Got Talent (A Grã-Bretanha tem talento), formato conhecido no Brasil através do extinto Fama da Rede Globo, onde pessoas que gostam de cantar, e acreditam fazê-lo bem, cantam frente a um júri e sonham com o sucesso no ramo musical.

Sua comovente e inspirada interpretação da ária Nessun dorma, da ópera Turandot de Giacomo Puccini, lhe valeu não somente um prêmio de 125 mil euros como também um contrato com a gravadora Sony BMG, oferecido ao vivo pelo estupefato diretor musical Simon Cowell, um dos jurados, logo depois de tê-lo ouvido cantar.

Potts é o 'darling' dos inglesesBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Potts é o 'darling' dos inglesesAlém disso, parte do prêmio foi um encontro com membros da família real inglesa, que foram agraciados pela voz aveludada do tenor em um concerto privado.

Divisor de águas

A participação no Britain's Got Talent foi um divisor de águas na vida do talentoso inglês: "Isso mudou toda a minha vida. Eu me sentia tão pequeno e insignificante. Mas agora sou alguém. Eu sou Paul Potts e isso é o que eu faço!", diz o hoje não mais tão tímido cantor lírico.

E a trajetória bem sucedida do ex-vendedor de celulares, que também já trabalhou como repositor de mercadorias no mesmo supermercado em que sua mãe trabalha, parece estar somente no começo: Potts virou darling do público britânico, o single Nessun dorma foi baixado milhares de vezes pela internet e os vídeos de suas apresentações, dispostos no YouTube, já foram vistos mais de 30 milhões de vezes.

O sucesso do rapaz é sentido também do outro lado do Canal da Mancha. Desde junho de 2008, Potts é a estrela de uma propaganda da empresa de telecomunicação alemã Deutsche Telekom. O spot, de 90 segundos de duração - e portanto inusual no meio publicitário - mostra cenas originais da aclamada apresentação de Potts no programa de talentos inglês que o catapultou para a fama.

Comoção à moda germânica

Desde então, a "pottsmania" atingou também os corações alemães. A repercussão da propaganda foi positiva o suficiente para atiçar a curiosidade dos organizadores do Campeonato de Futebol Alemão sobre o cantor de ópera gorducho e desajeitado, que já havia conquistado os súditos da coroa inglesa.

Estádio Allianz Arena, em MuniqueBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Estádio Allianz Arena, em MuniqueNesta quinta-feira (15/08) Potts cantará no jogo de abertura da temporada 2008/2009, disputado pelo atual campeão Bayern de Munique contra o Hamburgo. Transmitida ao vivo para 172 países, a Bundesliga é o maior e mais festejado acontecimento esportivo da imprensa alemã. No estádio Allianz Arena de Munique, onde o jogo será realizado, é esperada uma platéia de 60 mil pessoas.

Os ingressos já estão esgotados. Esta é a primeira apresentação do inglês na Alemanha. E certamente não será a última. Deutsche Welle


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Categoria: Histórias

16/08 Dorival Caymmi

  

Dorival Caymmi

 30/4/1914   +16/08/2008
 Biografia
Compositor baiano responsável em grande parte pela imagem que a Bahia tem hoje em dia, seu estilo inimitável de compor e cantar influenciou várias gerações de músicos brasileiros. Em Salvador teve vários trabalhos antes de tentar a sorte como cantor de rádio, e como compositor ganhou um concurso de músicas de carnaval em 1936. Dois anos mais tarde foi para o Rio de Janeiro com o objetivo de realizar o curso preparatório de Direito e talvez arranjar um emprego como jornalista, profissão que já havia exercido em Salvador. Mas, incentivado pelos amigos, muda de idéia e resolve enveredar para a música. Primeiro, por obra do acaso, tem sua música "O Que É Que a Baiana Tem" incluída no filme "Banana da Terra", estrelado por Carmen Miranda. Em seguida sua música "O Mar" foi colocada em um espetáculo promovido pela então primeira-dama Darcy Vargas. Daí em diante seu prestígio foi se ampliando. Passou a atuar na Rádio Nacional, onde conheceu a cantora Stella Maris, com quem se casou em 1940 e permanece casado até hoje. Seus filhos Dori, Danilo e Nana também são músicos. As canções que celebrizaram Caymmi versam na maioria das vezes sobre temas praieiros ou sobre a Bahia e as belezas da terra, o que colaborou para fixar, de certa forma, uma imagem do Brasil para o exterior e para os próprios brasileiros. Algumas das mais marcantes são "A Lenda do Abaeté", "Promessa de Pescador", "É Doce Morrer no Mar", "Marina", "Não Tem Solução", "João Valentão", "Maracangalha", "Saudade de Itapoã", "Doralice", "Samba da Minha Terra", "Lá Vem a Baiana", "Suíte dos Pescadores", "Sábado em Copacabana", "Nem Eu", "Nunca Mais", "Saudades da Bahia", "Dora", "Oração pra Mãe Menininha", "Rosa Morena", "Eu Não Tenho Onde Morar", "Promessa de Pescador", "Das Rosas". Em 60 anos de carreira, Dorival Caymmi gravou cerca de 20 discos, mas o número de versões de suas músicas feitas por outros intérpretes é praticamente incalculável. Sua obra, considerada pequena em quantidade, compensa essa falsa impressão com inigualável número de obras-primas. A editora Lumiar lançou em 1994 o songbook com suas obras, acompanhado por três CDs. CliqueMusic UOL

Iara Alagia Violinista Iara Alagia Violinista foi desenvolvido por INVENTA Design